Qual o Significado da Parábola do Rico e Lázaro? - Guardei a Fé - Estudos Bíblicos e Mensagens de Deus para Você!

Últimas

10/12/2018

Qual o Significado da Parábola do Rico e Lázaro?

A Teologia apresentada nesta parábola é muito interessante porque mostra que a escuta-obediência da Lei e dos Profetas levam à salvação. Não se vê na história nenhum elemento cristão como arrependimento, redenção ou fé para alcançar a vida eterna. É muito provável que seja uma estória do próprio Jesus. Nas suas pregações a única fonte que dispunha era a Escritura e a tradição ensinada pelos sábios.

As parábolas era um método comparativo de se ensinar. Uma parábola é uma alegoria e não é um fato real. Através dos ensinos de Jesus o desconhecido era ilustrado pelo conhecido. A esse respeito diz a Bíblia:

“Tudo isto disse Jesus por parábolas à multidão... para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta, que disse: Abrirei em parábolas a Minha boca; publicarei coisas ocultas desde a fundação do mundo. ” Mateus 13:34 e 35.

Alguns sugerem que o relato de Lucas deveria ser interpretado literalmente, como uma descrição do estado do homem na morte. Mas essa interpretação nos levaria a uma série de conclusões inconsistentes com o restante das Escrituras.

“Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado.

No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio.” (Lucas 16.22,23)




Em primeiro lugar, teríamos de admitir que o Céu e o inferno se encontram suficientemente próximos para permitir uma conversa entre os habitantes de ambos os lugares.



“Então, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim! E manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.” (Lucas 16.24)



Se esta fosse uma descrição real do estado do homem na morte, então o Céu certamente não seria um lugar de alegria e de felicidade, pois os salvos poderiam acompanhar de perto os infindáveis sofrimentos de seus entes queridos que se perderam e até mesmo dialogar com eles. Como poderia uma mãe sentir-se feliz no Céu, contemplando ao mesmo tempo as agonias incessantes, no inferno, de seu amado filho? Num contexto como esse, seria praticamente impossível o cumprimento desta promessa:

“E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram. ” (Apocalipse 21.4)

Alguns estudiosos esclarecem que Jesus usou o pensamento judaico contemporâneo sobre a vida após a morte para dar uma lição espiritual sobre como vemos e tratamos os outros.

Segundo algumas informações esta parábola foi apresentada por Jesus a um grupo onde havia fariseus, que conheciam bem a religião judaica, assim como publicanos, interessados na mensagem de Jesus, bem como outras pessoas não especificadas. Vejamos então, qual o significado que a situação do rico e do pobre tinham nessa cultura, e qual reação deles perante esta parábola.

O Deus de Moisés prometera abençoar o seu povo com riquezas e bens materiais. Assim a riqueza era considerada como sintoma de espiritualidade e fidelidade a Deus. Aliás, entre os mais ricos, estavam os mais altos sacerdotes que viviam em palácios na parte alta de Jerusalém.

Por outro lado, a pobreza e a doença, eram sintomas de pecado, do pobre ou de algum dos seus antepassados, ideia que a Jesus tentou contrariar quando os discípulos, vendo um cego de nascença, lhe perguntaram quem tinha pecado para que nascesse cego. Penso que esta parábola do Rico e Lázaro, que Jesus contou, vem na mesma linha de pensamento, tentando desfazer a ideia que associava a riqueza à espiritualidade e a pobreza e doença ao pecado. Assim, o pobre, esquecido de todos, não está esquecido por Deus.

Acreditamos QUE O Jesus USOU ESTA HISTÓRIA, PARA FALAR AOS FARISEUS, POIS ERA O QUE OS FARISEUS MESMO ACREDITAVAM ACONTECER APÓS A MORTE. Ele usou os costumes dos Fariseus para passar a Sua mensagem. Podemos entender o ponto de vista do Senhor Jesus na conclusão dada na última sentença da história:

“Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite. ” (Lucas 16.31)

Resumindo:

O que o Senhor Jesus fez, foi dirigir-se aos Fariseus, usando suas próprias crenças sobre a vida após a morte, para dizer-lhes que o que importa não é a riqueza, mas guardar a Palavra de Deus. Ele usou seus próprios paradigmas, suas crenças sobre vida após morte, para acrescentar sua conclusão. Ele poderia escolher outro paradigma para dizer a mesma coisa. Porém, poucos duvidarão que o modo mais efetivo de falar a alguém é usando uma linguagem familiar a esta pessoa. E foi o que Jesus fez: Ele falou a eles usando seus costumes sobre a vida após a morte como moldura, acrescentando à história a Sua mensagem. É muito triste que muitos ainda tenham essa moldura, essa crença equivocada dos Fariseus, e se voltam para uma doutrina de mortos. A lição que aprendemos é que o destino eterno de cada pessoa é decidido nesta vida, e jamais poderá ser revertido na era vindoura, nem mesmo pela intervenção de Abraão. A referência à impossibilidade de Abraão salvar o homem rico do seu castigo reprova o orgulho étnico dos fariseus, que se consideravam merecedores da salvação por serem descendentes de Abraão.
Assista o Vídeo

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Post Top Ad

Your Ad Spot